Sábado chuvoso, dia de passeios, festinhas de aniversário, compras de natal, fomos ao shopping para comprar presentes. Eric levou uma parte da mesada, que ele anda juntando, pra comprar um brinquedo. Queria um tal de "backugan" ou qualquer coisa parecida. Os amigos da escola tem e ele queria um para poder brincar junto. Ele perguntou ao amigo quanto custava e este disse que era 5 reais. Levou R$20,00 para poder comprar quatro e brincar também em casa com o irmão
Na loja, muito tímido, perguntou a vendedora sobre o brinquedo e ela gentilmente mostrou onde ficava. Os olhos brilhando começou a escolher quando viu a etiqueta: R$ 29,99. Carinha desanimada, me falou que não tinha a quantia suficiente para comprar o brinquedo.
- Mas não era 5 reais?
- É, mas meu amigo comprou num lugar que chama... acho que “25”...
Ta explicado. Bom, eu não queria que ele se sentisse triste e ofereci empréstimo, aproveitei para ensinar matemática. A diferença era R$ 10,00! Muito bem. Já emendei aula de economia: se te empresto hoje você tem que me pagar amanhã. Sem juros porque senão já ia ser informação demais para os seis anos dele. Olhinhos brilhando de novo. Voltou a prateleira, escolheu o brinquedo e foi pra fila do caixa. Pagou com suas notinhas enroladinhas e pegou o pacote. Felicidade total.
No domingo, hora de cobrar a dívida:
- Eric, você me deve R$ 10,00 que te emprestei ontem.
- Não devo não, mãe.
- Como não? Eu falei que ia te EMPRESTAR, então agora você tem que PAGAR de volta.
- Não mãe, você me EMPRESTOU, mas eu DEI o seu dinheiro pra moça da loja, então é ELA quem deve pra você agora!
Claro que ele me pagou depois, afinal eles precisam aprender como funciona o capitalismo e também criar responsabilidade. Mas é claro, também, que todas as notinhas de 2 reais vão voltar pra ele ao longo da semana, na forma de “auxilio alimentação” para usar na cantina da escola.
;o).
Era uma vez...
Postado por
Ivana
on terça-feira, 10 de novembro de 2009
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Comments: (0)
...quando Arthur, meu primeiro filho, nasceu,eu tinha 26 anos e era realmente uma analfabeta em questões de maternidade. Não sabia nadica de nada sobre bebês. Mas então um mundo maravilhoso se abriu diante de mim e eu fiquei completamente imersa nele. Maravilhada. Fui aprendendo aos poucos na prática, com minha mãe, tias, revistas, e como não podia deixar de ser, na internet.
Eu queria conversar com todo mundo sobre como é maravilhoso ser mãe, queria contar as gracinhas e novidades do dia-a-dia, queria discutir as marcas de fraldas, trocar experiência sobre escolinha, segurança, educação, promoção de leite, etc, etc... Mas logo percebi que este era um mundo ainda desconhecido para a maioria das pessoas com quem eu convivia. Na época eu era uma ET entre meus amigos reais mais próximos. Eles eram solteiros ou sem filhos.
Navegando pela internet descobri uma lista sobre bebês e então podia falar sem medo sobre a cor do cocô, congelamento de papinhas, organização de mochila, dor de barriga, sono agitado, visita ao pediatra, técnicas para dormir sozinho, alergia de fralda, como tirar a chupeta.... e as pessoas me entendiam! Até me respondiam com muitas dicas preciosas! Era mágico.
E foi então que algumas amigas virtuais, seis pra ser mais exata, ficaram mais amigas e se tornaram reais! Passamos por outras listas sobre maternidade mas continuávamos juntas, mais amigas. Um belo dia acabamos por criar a nossa própria lista. Particular, só nossa. Que continua até hoje, mais ativa do que nunca.
Com o tempo a amizade virtual naturalmente se tornou real. Algumas demoraram um pouco mais para se “materializarem” pois moravam longe, no Rio, outras um pouco mais longe, no Japão, mas mesmo assim participaram de alguns encontros reais. Fazíamos encontros animados, no Mcdonalds, Habibs, shoppings, pic-nic no horto, casa de uma com direito a bolo de chocolate, casa de outra no salão de festas com direito a macarrão com presunto e muzzarela.... Participávamos dos aniversários, festinhas...
E nossos bebês se tornaram crianças, outros bebês vieram. Fazíamos chá de bebê surpresa, chá de bebê virtual, amigo secreto no Natal. E continuamos nos falando, nos entendendo, nos complementando. Nos ajudando nas dificuldades. Comemorando as conquistas.
Cada uma foi seguindo sua vida, as crianças crescendo, os encontros foram se tornando raros, mas nos encontrávamos sempre no MSN pra conversar. Altos papos!
Os bate-papos virtuais também foram ficando mais esporádicos. De vez em quando um email chegava alegrando o dia. Outra respondia. Mas mantínhamos sempre o contato. Contando as novidades e os babados uma das outras.
As crianças enfim se tornaram pré-adolescentes. E nós.... bem, nós continuamos...
...Mães e amigas. Amigas e mães.
Eu queria conversar com todo mundo sobre como é maravilhoso ser mãe, queria contar as gracinhas e novidades do dia-a-dia, queria discutir as marcas de fraldas, trocar experiência sobre escolinha, segurança, educação, promoção de leite, etc, etc... Mas logo percebi que este era um mundo ainda desconhecido para a maioria das pessoas com quem eu convivia. Na época eu era uma ET entre meus amigos reais mais próximos. Eles eram solteiros ou sem filhos.
Navegando pela internet descobri uma lista sobre bebês e então podia falar sem medo sobre a cor do cocô, congelamento de papinhas, organização de mochila, dor de barriga, sono agitado, visita ao pediatra, técnicas para dormir sozinho, alergia de fralda, como tirar a chupeta.... e as pessoas me entendiam! Até me respondiam com muitas dicas preciosas! Era mágico.
E foi então que algumas amigas virtuais, seis pra ser mais exata, ficaram mais amigas e se tornaram reais! Passamos por outras listas sobre maternidade mas continuávamos juntas, mais amigas. Um belo dia acabamos por criar a nossa própria lista. Particular, só nossa. Que continua até hoje, mais ativa do que nunca.
Com o tempo a amizade virtual naturalmente se tornou real. Algumas demoraram um pouco mais para se “materializarem” pois moravam longe, no Rio, outras um pouco mais longe, no Japão, mas mesmo assim participaram de alguns encontros reais. Fazíamos encontros animados, no Mcdonalds, Habibs, shoppings, pic-nic no horto, casa de uma com direito a bolo de chocolate, casa de outra no salão de festas com direito a macarrão com presunto e muzzarela.... Participávamos dos aniversários, festinhas...
E nossos bebês se tornaram crianças, outros bebês vieram. Fazíamos chá de bebê surpresa, chá de bebê virtual, amigo secreto no Natal. E continuamos nos falando, nos entendendo, nos complementando. Nos ajudando nas dificuldades. Comemorando as conquistas.
Cada uma foi seguindo sua vida, as crianças crescendo, os encontros foram se tornando raros, mas nos encontrávamos sempre no MSN pra conversar. Altos papos!
Os bate-papos virtuais também foram ficando mais esporádicos. De vez em quando um email chegava alegrando o dia. Outra respondia. Mas mantínhamos sempre o contato. Contando as novidades e os babados uma das outras.
As crianças enfim se tornaram pré-adolescentes. E nós.... bem, nós continuamos...
...Mães e amigas. Amigas e mães.